A Azurra do técnico Enzo Bearzot, que não havia convencido na primeira fase,
desencantou contra os argentinos com uma vitória por 2 a 1. Já os canarinhos
deixaram os “hermanos” sem chances de continuar na disputa pela Taça FIFA após
derrotá-los por 3 a 1 (gols de Zico, Serginho e Júnior). Maradona não se
conformou, chutou Batista e ainda acabou expulso de campo.
A última partida do selecionado Canarinho foi realiza no dia 05 de julho de 1982 no Estádio Sarriá, em
Barcelona. Frente a frente, Brasil e Itália, duas fortes equipes formadas por
grandes craques, que se exibiram para um público de 44 mil pessoas. Aquela
partida tinha tudo para se tornar histórica. E se tornou.
À seleção canarinho, pelo saldo de gols, bastava o empate; à Squadra Azurra,
só a vitória interessava. Mas o jogo não começou muito bem para os tricampeões
mundiais, pois, logo aos cinco minutos, Paolo Rossi abriu o placar para os
italianos. A partir daí, a partida entraria num ritmo alucinante: o capitão
Sócrates empatou aos doze; Paolo Rossi, novamente, colocou a Itália na frente
aos vinte e cinco; Falcão devolveu as esperanças ao Brasil (vinte e três do
segundo tempo); mas ele, Paolo Rossi, não deu espaço e fechou o placar aos vinte
e nove minutos da última etapa: 3 a 2 para a Itália. A Squadra Azurra se
classificava para as semifinais, e a seleção canarinho, uma das melhores da
história dos mundiais, deixou a Espanha após a “Tragédia do Sarriá”, como
ficaria conhecido aquele jogo, enquanto Paolo Rossi se tornaria um dos maiores
carrascos do Brasil. (Arquivo / Willian D'Ângelo)

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